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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Raça da Noite

A capa de uma das revistas da saga
Um escritor de terror pra ser elogiado por Stephen King, tem de ser no mínimo bom, mas podemos agregar a Clive Barker qualidades como criativo, impressionante e outras mais.  Sua obra mais conhecida é “Hellraiser”, mas é em “Raça da Noite” que o autor conseguiu sua maior diversificação de produto no tocante à mudança de linguagem.  O livro conta uma história surpreendente a cada capítulo que prende a atenção do leitor de forma cativante.  O protagonista Aaron Boone vive o tormento de visões de criaturas monstruosas, enquanto a cidade de Midian sofre com uma onda de violentos crimes.  Em meio a tramas e suspenses, Boone percebe que seus problemas estão diretamente ligados aos crimes e a um abrigo no subterrâneo do cemitério, o lar de centenas de criaturas mórbidas que se alimentam de carne e sangue, venerando e obedecendo ao demônio Baphomet.  Numa emboscada de corrupção, Boone acaba sendo ressuscitado pela devida raça e no processo libera seus poderes sobrenaturais latentes.  Até o romance que o personagem mantêm com a bela Lori, é prejudicado pela paranormalidade do caso.  A literatura é na verdade uma adaptação da roteirização da produção americana e canadense (20th Century Fox, 115 minutos, do ano de 1990) que recebeu o nome de “Nightbreed”, e curiosamente tem participação de David Cronenberg (atuando como o Dr. Philip Decker), com direção e roteiro do criador Clive Barker.
Uma das páginas da macabra história
A obra também recebeu uma versão para os quadrinhos, lançado em 1991 no Brasil pela editora Abril em minissérie quinzenal de 10 edições, com o nome de “Raça das Trevas”.  Os escritores Alan Grant, John Wagner e o desenhista Jim Baikie receberam consultoria do próprio Clive Barker durante a produção.  A arte de Baikie não é realista como a de Alex Ross, mas também não deixa a desejar por conseguir transmitir todo o suspense e terror de Barker.
Uma das características de Clive Barker é a grande violência.  Seja na literatura, no cinema e até mesmo nos quadrinhos, o banho de sangue é marca registrada.  O abuso da carnificina se faz de modo espontâneo e sem censura a ponto de mostrar uma psicologia tão densa que chega a ser doentia.
Barker já é referência no estilo.  Seus filmes já teem trilha sonora de nomes como Ozzy Osbourne e Mötorhead e seu reconhecimento já extrapola várias linguagens artísticas.
Com rápida busca pela internet, se encontra facilmento algo do criador.  Vale a pena conhecer algo de sua autoria.

Por: Mário Orestes