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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Premiados no Mercado de Pulgas do CQM

Abaixo, registro dos premiados da última edição do Mercado de Pulgas do CQM com o combo de prêmios.

Karina Jacinto premiada com o combo de prêmios 1 do Mercado de Pulgas do CQM

COMBO DE PRÊMIOS 1

Revista: X-Men Extra Nº 57;
Livro: A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr;
Mangá: Cavaleiros do Zodíaco Nº 28;
Mangá: Cavaleiros do Zodíaco Nº 30;
Coquetel: Greenpeace;
DVD: 2 Filmes em 1 - Disputa em Família / Loucos de Ciúmes;
Revista: Dampyr - Casa de Sangue Nº 10;
Cartão: Delírio de Sandman (fanart);
Bolsa: C & G infantil;
Chaveiro: League of Legends e
Marcador de Páginas: Saraiva.


Lunara Silva premiada com o combo de prêmios 2 do Mercado de Pulgas do CQM

COMBO DE PRÊMIOS 2

Revista: X-Men Extra Nº 59;
Livro: Tópicos em Recursos Hídricos - Uma Abordagem para Professores dos Ensinos Fundamental e Médio na Amazônia;
Quadro: Wi Fi Zone;
Coquetel: Greenpeace;
Mangá: Cavaleiros do Zodíaco Nº 22;
Mangá: Cavaleiros do Zodíaco Nº 27;
DVD: Irracional - Uma Paixão Devoradora;
Blu Ray: Lanterna Verde (versão estendida);
Caderneta: Superman (fanart);
Chaveiro: Peace Crafts;
Adesivo: Ametista de Steven Universe (fanart) e
Marcador de Páginas: Cultura.

domingo, 9 de julho de 2017

Registros do Mercado de Pulgas do CQM de 08/07/17

Abaixo, registros fotográficos do Mercado de Pulgas do CQM realizado em 08 de julho de 2017 no Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou.































 


domingo, 2 de julho de 2017

Zombie Side

Em meio à indiscutível crise, que abalou todos os ramos contemporâneos (e ainda abala muitos, diga-se de passagem), surge num lançamento manauara, um almanaque de quadrinhos autorais com acabamento de luxo e qualidade artística impressionante. O detalhe: totalmente independente, sem editora, pelo Studio House 137. “Zombie Side” é um álbum comic book de terror, com temática zumbi, coletânea que apresenta seis histórias em quadrinhos com autores de nomes, naturais da cidade de Manaus e outros externos convidados ilustres.
Capa do luxuoso almanaque comic book independente de Manaus
Após uma sucinta apresentação de Mike Deodato, o trabalho abre com “A Vila” de Paulo Yonami e Troy Brownfield. De ambientação medieval, a história traz um trio de bruxas lutando pra livrar um pequeno vilarejo da invasão de uma multidão zumbi. Na arte há uma direção de fotografia cinematográfica, elementos de mangá e uma riqueza de detalhes que convida os olhos a uma apreciação mais demorada pelos quadrinhos. Em segundo lugar vem “O Cerco” de Ronilson Freire e Fabian Iturri. Outra HQ medieval, sendo que nesta, um reinado é cercado e invadido por zumbis. A arte remete diretamente ao melhor de John Buscema na fase de ouro da Espada Selvagem de Conan. O clima de suspense é alcançado com o casamento da boa arte com textos bem colocados. Na terceira posição está “Zumbis nos Palmares” de Jucylande Jr. e Ananda Ramos. Esta é, sem cheiro de dúvidas, a história em quadrinhos mais original de todo o almanaque. No interior da caatinga nordestina, um grupo de cangaceiros tenta se desvencilhar de zumbis que aparentemente surgiram do nada e sem nenhum motivo. A arte final é magnífica com traços que definem muito bem a profundidade. A diagramação é simples, mas a riqueza das hachuras e os quadrinhos bem trabalhados, cativam pra leitura. Na sequência “Em Nome do Pai...” de Diego Medes e Jucylande Jr. mostra um padre, maduro e sagaz que não se poupa nas armas pra enfrentar zumbis. Provavelmente é uma referência ao filme hollywoodyano “Priest” de 2011. Os desenhos são muito simples com traço que mais parece um cartun alternativo. Em seguida “Impuros” de Vicente Moavero e Gláucio Silva joga os zumbis pra atacarem um legado viking. Fechando o álbum com chave de ouro “Protocolo Terra Devastada” de Emanuel Braga e Rodrigo Monteiro é o roteiro mais elaborado do livro. A ficção científica tem uma abordagem mais realista da temática zumbi. O enredo adulto tem a narrativa em seu diferencial. Os desenhos conseguiram expressar fielmente os ótimos argumentos que promovem um final surpreendente.
A produção tem todo o seu miolo em papel couchê. Todas as histórias são em preto e branco, mas estão antecedidas por “capas” coloridas. Como não há propagandas ou indicações de patrocínio, fica a torcida pra que seja mantido este alto padrão de impressão. Se a edição economizasse espaço em páginas desnecessárias como sketches, capas e créditos em tamanho grande com fotos, uma ou duas histórias poderiam ser acrescentadas. “Zombie Side” poderia ter uma edição mais econômica, variar sua temática e ampliar o número de histórias em quadrinhos, mas a coragem de um lançamento gráfico tão luxuoso e independente, já vale a pena cada centavo gasto na aquisição.
2017, 68 páginas.