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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Akira

Uma das capas da magnífica graphic novel
Esta obra prima de Katsuhiro Otomo é um épico contemporâneo criado originalmente como graphic novel de 38 edições com 60 páginas cada.  Aqui no Brasil, foi lançada no ano de 1990 pela Editora Globo.  Curiosamente o último número da saga não saiu no mesmo ano devido a algum problema jurídico ou diplomático.  Sendo que os leitores tiveram de aguardar até o ano de 1998 para que a história fosse concluída com o lançamento da edição 38.
O roteiro em si demonstra a aventura progressiva e dramática de uma gangue de motoqueiros adolescentes que, sem querer, se envolvem com um projeto de desenvolvimento de psicocinese em cobaias humanos.  Um dos líderes da gangue (Tetsuo Oshima) desenvolve os poderes e passa a ser o vetor que liga o resto da gangue com o projeto grandioso que acabará por influenciar em todo o planeta Terra.
O que chama atenção, além do criativo roteiro com bons diálogos, é a megalomania explícita no potencial destrutivo urbano.  Certo que isto é uma característica da cultura artística (principalmente dos cinemas) japonesa, mas em Akira, isto é levado ao extremo.  Se vê tamanha destruição que chega a perturbar quem tiver a síndrome do pânico ou quem simplesmente sofrer dos nervos.
Tetsuo modifica a lua afetando a Terra
Mas afinal quem é Akira?  Um garotinho de 4 anos de idade com poderes equivalentes ao de uma bomba atômica.  Tamanho é o seu poder que o corpo deste personagem é mantido com os órgãos separados em cápsulas trancafiadas numa fortaleza tecnológica.  Quando este é despertado por Tetsuo, a destruição se dá início.  O mais bacana é toda a história que vai se desenvolvendo, após o despertar de Akira, nas ruínas de Neo Tókio.
Baseado no mangá, deu-se um anime longa metragem homônimo lançado no ano de 1988 com direção do próprio Katsuhiro Otomo.  Evidente que a adaptação para a película passou por enormes mudanças para caber em 124 minutos de filme.  Contudo, trata-se dos mesmos personagens em situação semelhante, mas com uma cronologia diferenciada (prova disso é que diferente do mangá, no filme Akira desperta somente no final da história).  Como o desenho é dirigido a um público maior e mais diversificado, a violência foi minimizada e até o uso de drogas, bem destacado no mangá, não aparece nas telas do vídeo.  Porém, a grandiosidade, o drama e a intensidade da violência ainda assim se fazem presentes na adaptação.
Tanto o filme quanto a série em revistas, podem ser encontrados pra venda ou download na Internet.  Trama muito bem bolada que influenciou, e ainda influenciará, gerações de artistas, Akira é referência não só para o gênero mangá, como para os quadrinhos e animes em geral.
Abaixo duas páginas que apresentam a arquitetura  exagerada, que posteriormente é destruída, mostrando megalomania na obra .