Bem vindo e fique a vontade. Agradecemos qualquer comentário, sugestão, crítica ou colaboração.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

#Tezuka Day


Osamu Tezuka nasceu a 3 de Novembro de 1928. Iniciando sua carreira nos akai-hon – os livros vermelhos das editoras de Osaka que atendiam às locadoras de quadrinhos de seu tempo. Quando iniciou sua carreira nos quadrinhos japoneses, antes mesmo da Segunda Grande Guerra, eles refletiam a influência das tiras de jornais americanas, sim, mas tinham uma natureza completamente distante do que conhecemos como manga nos dias de hoje.

Ele aplicou um verdadeiro desfibrilador no coração de seus leitores ao introduzir a narrativa cinematográfica na obra considerada o marco zero da estética mangá: Shin Takarajima, em 1946. A reação geral fez com que muitas pessoas se sentissem estimuladas a entrar no ramo, mas ele poderia ter sido simplesmente um autor pioneiro destinado a ser superado por todos aqueles que viessem depois. Não foi isso o que aconteceu.

Tezuka era inquieto e criativo, sempre explorando novas possibilidades. Definiu o que conhecemos como estética mangá, estabelecendo os princípios da narrativa que a guiam até hoje. Apaixonado por cinema, normatizou o modo de inserir sua linguagem em quadrinhos, transformando os mangas em uma mídia visual, dinâmica e intensa – uma linguagem a parte dentro do universo da arte sequencial. Ao produzir o primeiro desenho animado para a televisão, criou os princípios básicos que definiriam aquilo que chamamos de anime hoje em dia. Criou personagens legendários como Kimba e Astro Boy, simbólicos para a produção japonesa. Enveredou por todos os gêneros possíveis, deixando sua marca em todos eles.
Produziu para crianças e adultos, foi inimaginavelmente prolífico. Suas histórias oferecem novas leituras, flutuando acima dos modismos e da passagem do tempo. Como autor ele trafegou e deu início a tantas vertentes que dificilmente outra pessoa teria feito o que ele fez: semeou todos os caminhos pelos quais o mangá e os animes iriam crescer depois dele.
É por essa importância aos mangás e animes desse grande mestre que estamos prestando nosso pequeno tributo: o Tezuka Day. Blogs, vlogs, podcasts e artistas estão tirando este dia 17 de Dezembro para dedicar à obra de Tezuka. Ainda é pouco, visto sua importância, mas fica o registro e o nosso respeito, que você leitor, possa respirar do mangá como o mestre Tezuka respirou.
Equipe #TezukaDay
Os mangás e os animes nas últimas décadas conseguiram um enorme crescimento, se expandindo para todos os cantos do planeta. Mas se hoje eles têm toda essa relevância, muito se deu pela grande mente de um homem: Osamu Tezuka. Pensando nisso, fãs brasileiros resolveram se unir para criar um grande evento que não somente homenageie esse mestre dos quadrinhos, mas que possa fazer os novos fãs da cultura pop japonesa entenderem e conhecerem o seu imenso legado. Unindo os maiores sites, blogs, vlogs e podcasts sobre a cultura pop japonesa do Brasil, o dia 17 de Dezembro foi escolhido como o 'Tezuka Day'. Este será um dia para conhecer mais sobre o autor e suas obras através de análises, promoções e sorteios. Buscaremos alcançar um lugar nos Trending Topics do Twitter com a hashtag #TezukaDay e para isso pedimos a ajuda de todos os fãs, não importando a nacionalidade, para que nesse dia o nome de Osamu Tezuka seja conhecido por todos. Para mais informações acesse a fanpage do evento: http://www.facebook.com/tezukaday Equipe #TezukaDay Contato: TezukaDay@gmail.com
Regras do concurso de ilustrações
- O concurso de ilustrações do #TezukaDay visa premiar ilustradores que queiram homenagear Osamu Tezuka e/ou suas obras.
- As ilustrações devem ser enviadas ATÉ 23:59 do dia 19/12 para o e-mail TezukaDay@gmail.com para que sejam posteriormente postadas pelos organizadores do evento na Fanpage.
- Apenas as ilustrações enviadas por email serão consideradas.
- A ilustração deve fazer uma referência clara ao Osamu Tezuka e/ou suas obras.
- Será aceito qualquer estilo de desenho, não somente o mangá.
- Sendo um concurso de amadores, não serão aceitas ilustradores profissionais. No caso da descoberta disso o mesmo será desclassificado.
- A decisão da melhor ilustração será feita pelos organizadores do evento, com divulgação na fanpage no dia 20/12.
- O desenhista deve obrigatoriamente morar no território brasileiro e serão desclassificadas cópias de desenhos já existentes (como do próprio Tezuka) ou ilustrações publicadas em outros locais antes do encerramento do concurso.
- Premiação: KIT Osamu Tezuka Completo da NewPop
OBS: O volume 4 de Dororo será lançado pela editora NewPop apenas em Janeiro. Fica por conta do vencedor aceitar esperar até Janeiro para receber este o Kit inteiro ou receber antes, mas sem o volume 4.
Regras do Quiz
- O Quiz será um interação com os usuários que curtirem a fanpage do #TezukaDay
- A partir de 00:01 do dia 17/12 até as 23:59 do mesmo dia serão colocadas na Fanpage do #TezukaDay perguntas diversas sobre o Osamu Tezuka e suas obras, em horários aleatórios.
- A primeira pessoa que responder a pergunta corretamente nos comentários (ou o mais próximo possível da resposta correta) ganha um ponto.
- No final do quiz, o usuário que tiver mais pontos acumulados será considerado o vencedor. Este deve obrigatoriamente morar em território brasileiro e estar curtindo a Fanpage.
- Em caso de empate será escolhido um horário pré-estabelecido para ser enviada uma questão de desempate. O primeiro (entre os que empataram) a acertar leva o prêmio.
- Não serão aceitos perfis criados unicamente para participar de promoções.
- Caso ocorra algum problema ou situação que não esteja coberta pelas regras, a equipe responsável pelo Tezuka Day julgará o caso. A decisão final é irrevogável.
- Premiação: KIT Osamu Tezuka Completo da NewPop.
OBS: O volume 4 de Dororo será lançado pela editora NewPop apenas em Janeiro. Fica por conta do vencedor aceitar esperar até Janeiro para receber este o Kit inteiro ou receber antes, mas sem o volume 4.
Regras dos sorteios no Twitter - Serão sorteadas 4 pessoas que postarem no seu Twitter a seguinte frase: "Quero ganhar os mangás de Osamu Tezuka e poder viver em seus sonhos - http://t.co/fz2uAYv #TezukaDay" 1 – O sorteio será realizado pelo site sorteie.me em um sistema completamente aleatório. 2 – Teremos apenas QUATRO vencedores que receberá cada apenas UM kit com os dois mangás. 3 – Não serão aceitos perfis que foram criados só para promoções. Caso isso ocorra, o sorteio será repetido. 5 – Só serão aceitos participantes que morem em território brasileiro. O prazo limite é a meia-noite de sábado (dia 17/12/11) para domingo (dia 18/12/11)! A divulgação dos vencedores será feita ao meio-dia do dia 18/12.
- Premiação: 1 volume de Metrópolis e 1 volume #1 de Dororo para cada sorteado.
Regras do concurso de fotos
- O concurso de fotos do #TezukaDay visa premiar fotografias que queiram homenagear Osamu Tezuka e/ou suas obras.
- As fotografias devem ser enviadas ATÉ 23:59 do dia 19/12 para o e-mail TezukaDay@gmail.com para que sejam posteriormente postadas pelos organizadores do evento na Fanpage.
- Apenas as fotografias enviadas por e-mail serão consideradas.
- A fotografia deve fazer uma referência clara ao Osamu Tezuka e/ou suas obras.
- Fotos editadas serão desclassificadas automaticamente.
- A decisão da melhor fotografia será feita pelos organizadores do evento, com divulgação na fanpage no dia 20/12.
- A pessoa deve obrigatoriamente morar no território brasileiro e serão desclassificadas fotos plagiadas ou fotografias publicadas em outros locais antes do encerramento do concurso.
- Premiação: KIT Osamu Tezuka Completo da NewPop.
- As pessoas envolvidas na foto devem estar ciente da mesma e cedem seu uso de imagem para divulgação pelos organizadores do #TezukaDay, sem fins lucrativos do uso da mesma.
OBS: O volume 4 de Dororo será lançado pela editora NewPop apenas em Janeiro. Fica por conta do vencedor aceitar esperar até Janeiro para receber este o Kit inteiro ou receber antes, mas sem o volume 4.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Duna em Quadrinhos


A obra-prima de Frank Herbert e um dos maiores romances da ficção mundial vai ganhar uma versão em quadrinhos em julho de 2012 pela polêmica Boom! Comics, que até recentemente publicava nos EUA revistas da franquia Disney como Os Incríveis, Duck Tales e Darkwing Duck - algumas delas com nível de qualidade muito abaixo do tolerável! Duna será escrito por Brian Herbert (filho do famoso autor) e Kevin J. Anderson, que juntos já publicaram vários livros expandindo a série original. Nenhum artista ainda foi anunciado, mas o site Comic Book Resources já divulgou a capa do especial Dune: Origins, produzida pelo desenhista brasileiro Rael Lyra. Dune: Origins será distribuído durante o "Free Comic Book Day", evento que ocorre nos EUA em 5 de maio de 2012.]

Fonte: CBR

Blog de Rael Lyra: http://raellyra.blogspot.com/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Capitão Presença

Um dos maiores objetivos das histórias em quadrinhos é o entretenimento, logicamente que a diversão está diretamente implícita neste vetor.  Por ventura encontram-se outros teores como informação, contexto sexual, subversão, documentação, educação etc.  No caso de Capitão Presença, a diversão é o expoente elevado ao exagero inimaginável.  Sendo esta uma HQ a visar um público leitor que, no mínimo, conheça a tão maldita Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha.
Personagem nacional criado pelo carioca Arnaldo Branco (quadrinhista que publica tiras nas revistas Bizz, Tarja Preta, Sexy e no Diário da Manhã de Goiânia), Capitão Presença é um anti herói que sempre surge pra salvas qualquer usuário de maconha com um estoque gratuito, quando a erva está em falta; eis a origem de seu nome.  Seu super poder, Além da faculdade de voar, está na habilidade de sempre ter em sua posse uma quantia satisfatória da Cannabis.  Habilidade esta que, por ventura, falha, levando todos ao desespero.  Vez ou outra, o barbado também sofre embates com “autoridades legais”, devido à “natureza de seu perfil”.  Antes da acusação de apologia às drogas, deve-se considerar o direito de liberdade de expressão explorado na arte que apresenta um personagem humorístico criativo, caricato em sua essência e que não prega o uso da droga em questão.  Seu visual é do típico flerte com a causa.  Barba por fazer, as vezes pupilas dilatadas, porte não atlético (beirando o franzino), cabelos compridos, um baseado no canto da boca e roupa totalmente verde com a sweet leaf estampada no peito.  Artefatos como isqueiros, piteiras, narguilês e outros, podem fazer parte de seus utensílios em suas histórias que variam de tiras a páginas corridas.  Presença não é o único protagonista.  Seu universo abrange histórias com outros personagens.  “Super Aba” que é uma espécie de ajudante, ironicamente, mirim; “Malhado” o seu fiel cão de guarda e “Mané Bandeira” que faz jus ao nome em sempre se deixar flagrantear.  Por incrível que pareça, o ícone dos maconheiros nos quadrinhos, já teve um comic book de 144 páginas publicado pela editora Conrad (disponível a venda pela internet) e conta com a colaboração de nomes como Daniel Azulay, Laerte, dentre outros menos conhecidos.  Um fato curioso diz respeito aos direitos autorais do personagem que são livres para uso de produção por quem desejar.  Isso faz com que seja fácil encontrar o Presença nos mais variados traços e estilos.
Não precisa ser usuário de maconha pra gostar das bem humoradas histórias.  Aliás, todo mundo conhece alguém ou algum caso deste meio.  O que vale então, é o olhar cômico do leitor para a peculiaridade em si.  Mesmo sem considerar a polêmica, Capitão Presença é um projeto corajoso, underground, pós-moderno, necessário para a quebra de paradigmas e referência para os quadrinhos alternativos.
Procure ler que á diversão garantida.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Natal Chegou


(E chegou também a época de maior hipocrisia da humanidade)

Não gosto do NATAL.

Uma amiga, em certa situação, já me apelidou de Grinch (aquele bicho verde aficcionado com a idéia de destruir o Natal). Não odeio de fato. Eu gosto da ideia da família reunida, da comida e da bebida. 

Aliás, são três coisas que podíamos ter toda semana. Mas uma grande maioria das pessoas prefere ver a família, comer e beber em honra ao aniversário do Big Boss "Jesus Christ", isso imaginando que ele realmente nasceu no tal dia! 

Não cabe a mim levantar fatos sobre isso, todo mundo que já leu sobre isso sabe que a data o nascimento do cara foi decidida num conselho romano, que promoveu o sincretismo religiosos mais convincente do ocidente. O resto é balela.

Natal Lembra o papai Noel. E com o tempo, Papai Noel barrou o JC.

Refiro-me ao Papai-Noel da Coca-Cola. Esse sim é pop! Tem jingle, filme, o caralho a quatro. Mora no Pólo Norte, tem uma fábrica de brinquedos onde ELFOS o ajudam a construir brinquedos para TODAS (a iah aiuah iau ha) as crianças do mundo. Ah, ele voa num trenó mágico puxado por renas. ACREDITEM SE QUISER!

Fuleraram com o Noel. O Mito verdadeiro é muito mais legal.

Ele não se chamava Papai Noel, ele se chamava Korvatunturi.

Um velho demoníaco, de mais de 4 metros de altura, com garras, chifres gigantescos, barba ensaguentada.

Morava em uma caverna, mas perambulava durante o fim do ano por toda a floresta. Carnívoro, comia renas inteiras. RENAS!

Mas seu prato favorito eram crianças desobedientes. Caso as crianças não se comportassem bem no ano, o Korvatunturi aparecia na vila, raptava o garoto desordeiro, e o fervia VIVO em óleo fervente, para então chupar o tutano dos seus ossos.

Então, os pais colocavam pedaços frescos de renas nas cercas das propriedades, para que o Velho demoníaco mudasse de ideia, e levasse a carne e não a criança. 

Quando satisfeito, o Korvatunturi colocava um pequeno presente, no lugar da carne, para a criança comportada (e não devorada). Presentes pras crianças boazinhas!

Com o advento do cristianismo, principalmente nessas regiões frias, o Korvatunturi também foi sincretizado, tornando-se o São Nicolau, o Santa Klaus e outros “santos” que adoram criancinhas no Natal.

E no fim, até esses santos foram perdendo seu caráter religioso, tornando-se o Papai-Noel Pop Caucasiano Ocidental Americano.

Fato importante a ser colocado é que em quase todas as culturas da antiguidade que viviam em regiões geladas possuem algum tipo de “feriado”, culto especial, reunião comunitária, onde as pessoas da tribo se reuniam para festejar, mas o verdadeiro intuito de tais celebrações era manter os entes-queridos próximos, pois é no inverno que o perigo ronda a floresta: lobos, ursos, desfiladeiros. FESTEJAR no fim do ano, naquela época, era uma boa desculpa pra você ficar por perto, e evitar que fosse devorado a trinta passos da aldeia.

Claro, tudo acabou se tornando um mix de refrências iconográficas, e qua ainda se utilizam do fantástico e do misterioso (como as religiões tanto se utilizam) para se fazerem vivas na mente das pessoas. Convenhamos: Um velho gordinho, que mora com ELFOS no pólo Norte, QUE VOA NUM TRENÓ... Religião e mito até dizer chega, né?

Natal tá chegando. Presente, lasanha, champanhe e tudo que há de bom para as pessoas. Mas cá entre nós... Diante do (suposto) nascimento de Jesus Cristo, diante do Papai-Noel da Coca-Cola... Não é meio que MAIS DIVERTIDO imaginar que, há muito, muito tempo atrás, havia algo realmente sombrio e arrepiante no inverno?

Não é divertido imaginar o Natal com o Korvatunturi?

Eu acho que sim.


-Augusto Severo, Ateu, músico, estudante de História e fã do verdadeiro Papai-Noel

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Metamorfose

Adaptações geralmente perdem qualidade na mudança de linguagem.  Mais ainda quando se trata de um clássico da literatura universal.  Raras são as exceções em que essas adaptações viram verdadeiras obras de arte e tornam-se referência naquilo que se propõe.  O caso em si é o livro “A Metamorfose” de Franz Kafka que virou graphic novel ilustrada por Peter Kuper.  Na verdade, este quadrinhista, que publicava a série “Spy Vs. Spy” na revista “Mad”, já fez outras adaptações de Kafka para os quadrinhos.  Contudo, essa foi a única (até o momento) publicada no Brasil.
Quem conhece a história sabe que se trata de um drama pesado com forte psicologia onde provoca identificação com muitas pessoas que vivem a agonia familiar (muitas mesmo).  O convívio com personalidades problemáticas, que teem de ser toleradas por fazerem parte da família; a rejeição ou discriminação familiar em conter um indivíduo componente de uma minoria, e até mesmo racismo são aspectos visíveis no enredo que mostra o personagem principal metamorfoseado, num simples amanhecer, em um inseto gigante.  Seu quarto passa a ser o seu confinamento, onde seus parentes passam a enojá-lo e procuram escondê-lo do restante do mundo.  Incrível como Kafka consegue ter sua literatura sempre atual, apesar de ter sido escrita mais de 100 anos atrás.  Num mundo que se encontra cada dia mais individualista e vemos barbáries de filhos matarem pais e vice versa, não há dúvidas de que é um escrito profético de atualização constantemente natural, dentro da morbidez humana em suas crises sociais.
Quanto à arte de Peter Kuper nestagraphic novel, é grandiosa.  Se na Mad ele conseguia ohumor negro, aqui ele alcança o drama doentio psiquiátrico.  O denso contraste do preto e branco torna o conto mais sombrio, mais dramático, misterioso e incrivelmente perturbador.  A miscigenação de estilos é explícita.  Alguns quadros remetem os desenhos aocubismo, sem deixar de ser detalhista com trabalhosas hachuras.  O texto em si já é surrealista (chamado mais comumente de “literatura fantástica”).  O expressionismo se faz presente também com o clima noturno onde muitos quadrinhos são desenhos de branco sobre o fundo preto.  Impressionante a ponto de levantar o sentimento de piedade no leitor para com Gregor Samsa.
Este é o tipo de obra que deveria ser usada como didática no ensino médio e no superior.  Na qual se abre um leque de questionamentos e reflexões do ser humano para com seu próximo, para com as minorias e para com seu parentesco.  Tanto o livro quanto esta adaptação pra quadrinhos é de rápido leitura.  Contudo, a imensidão da abordagem é gigantesca por tocar o íntimo de cada um de nós (adoro essas frases ambíguas).
Conrad Editora do Brasil – São Paulo – Tradução de Cris Siqueira –Letras de Lilian Mitsunaga – 85 páginas – 2004.

domingo, 30 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vejo a terra prometida conta a vida de Martin Luther King em quadrinhos

Por Sidney Gusman Siga Sidney Gusman no Twitter | 20-10-2011

Vejo a terra prometida

Chegou às livrarias, pela WMF Martins Fontes, uma novidade inusitada em quadrinhos: Vejo a terra prometida (16,5 x 23,5 cm, 144 páginas R$ 44,00), que narra a vida de Martin Luther King numa verdadeira jam session, com texto do poeta afro-americano Arthur Flowers, desenhos do artista plástico bengalês Manu Chitrakar e projeto gráfico do designer italiano Guglielmo Rossi. E o livro foi publicado originalmente na Índia!

A obra retrata também a história da escravidão e da segregação racial nos Estados Unidos, sempre procurando ligar as tradições indianas de contar histórias por meio de imagens à sensibilidade do leitor contemporâneo. Os desenhos unem a tradicional pintura bengalesa em pergaminho e a narrativa dos quadrinhos.

Arthur Flowers é professor do Departamento de Inglês da Universidade de Syracuse. Nasceu em Memphis, nos Estados Unidos. Fundou a New Renaissance Guild e é um poeta performático que se considera herdeiro não só da tradição de literatura escrita ocidental, mas também da tradição oral africana.

Manu Chitrakar mora e trabalha no povoado de Naya, em Bengala, na Ásia meridional. Cantor e pintor de pergaminhos da arte pátua, faz parte de uma tradição viva de performance e artes visuais que se abre tanto para os antigos mitos e lendas quanto para as notícias e a política contemporâneas.

O italiano Guglielmo Rossi mora e trabalha em Londres. Estudou design gráfico no Central Saint Martins College of Art and Design, na capital inglesa, e se formou em desenho industrial em Gênova, sua cidade natal.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Star Maidens



Bom, eu era muito pequeno, acho que tinha uns 4 ou 5 anos de idade, não lembro o canal onde passava, mas achava legal a abertura e os discos voadores que apareciam na série STAR MAIDENS - ESCAPE TO PARADISE. No Brasil, pelo que me recordo, a série foi batizada de Fuga do Planeta das Mulheres - numa alusão ao seriado LOGAN'S RUN (Fuga do século XXIII, ou Fuga das Estrelas). O ambiente do filme é uma distopia, na qual um planeta (MEDUSA) de um outro sistema solar, tecnologicamente avançado é atingido por um cometa e isso causa o deslocamento de sua órbita e esse planeta errante passa a vagar até chegar em nosso sistema solar. A civilização desse planeta sobrevive ao cataclismo, construindo um habitat subterrâneo (para justificar a sobrevivência daquela raça, etc), onde, com o passar do tempo, passou a ser dominado pelas mulheres, e os poucos homens que restaram exercem funções servis. A premissa: os dois protagonistas da série ADAM e SHEM fogem dos auspícios das ditadoras do planeta. Duas caçadoras (FULVIA e OCTAVIA) são enviadas para os trazer de volta. Eles se refugiam na terra, onde, além da preocupação em se manterem incógnitos, se vêem às voltas com nossos hábitos e cultura alienígenas. Teve 13 episódios que estão disponíveis na rede. A trilha sonora de abertura é muito boa, e, no geral, o seriado até que é interessante.

Segue aí, o link para a trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=E5u4MmCuMTk

sábado, 15 de outubro de 2011

7° Festival Internacional de Quadrinhos


É a 1° vez que o FIQ abre espaço para tantas avaliações de portfólio. Os aspirantes a quadrinistas terão a oportunidade de mostrar seus trabalhos para Eddie Berganza, Editor Executivo da DC Comics, C. B. Cebulski, Vice-Presidente Sênior de Desenvolvimento de Criadores e Conteúdo na Marvel Entertainment, e para a Komacon, agência sul coreana de quadrinistas. Ou seja, é a chance pela qual muitos esperam.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Bastão de Watoomb nos Salvará


O BASTÃO DE WATOOMB (The Wicke Wand of Watoomb) - Trata-se de um artefato místico do Universo Marvel. Utilizado pelo Mago Xandu (vide "Não Confunda Xemnu com Xandu") trata-se de um bastão longo e cristalino (apesar se impresso na cor dourada), com cabeças dispostas em cada extremidade.

Detentor de grande poder, é controlado pelos pensamentos de seu usuário, serve para multiplicar, unir, concentrar e redirecionar as energias místicas (quais???) Como um bom bastão, o mesmo pode rebater ataques místicos, e usar a energia absorvida para manter seu usuário íntegro e/ou curar os ferimentos sofridos. Serve ainda para abrir portais para outras dimensões, dá ao seu portador capacidades psíquicas pré-cognitivas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Produção de HQ freelance CQM







Estes são alguns dos membros do CQM na produção de uma HQ para um free lancer,
na casa de um outro membro.





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Aqui os membros Nill e Cristoffer produzindo arte final a nanquim sobre as páginas a lápis.
Uma sexta feira de muito trabalho!

Produção de HQ freelance CQM





Aqui estão algumas das páginas produzidas pelos membros do CQM para um free lancer!

Black Sabbath Cartoon

Esta série de animações com a banda inglesa Black Sabbath é muito divertida.  Os diálogos são mais divertidos ainda.  Raridades disponíveis, graças à acessibilidade da Internet.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Groo - O Errante

Sátira direta ao bárbaro cimeriano Conan (personagem em quadrinhos mais famoso do escritor americano Robert Ervin Howard), Groo – O Errante, foi criado pelo traço marcante e detalhista do premiado quadrinhista espanhol, naturalizado mexicano, Sergio Aragonés (alcançou fama na década de 60 ao produzir as marginais da revista Mad) e recebia os roteiros de Mark Evanier.  Publicado no Brasil pela Editora Abril em gibis de formato americano, alcançou boas vendas e grande recepção de crítica e fãs de boas histórias em quadrinhos.
Bem como Conan, as histórias do errante Groo acontecem numa era pré medieval qualquer e mostra um também bárbaro nômade, grande mestre na arte da batalha com espadas que não era derrotado nem por um exército completo.  Contudo, Groo tem algumas particularidades um tanto tenebrosas.  Sua personalidade é extremamente ingênua e tão desprovida de inteligência quanto uma porta.  Desculpem a gafe.  Uma porta é bem mais inteligente que Groo.  A burrice é tanta que por várias vezes ele nem sabe bem quem matar e o porque.  Por isso é constantemente explorado por usurpadores que se aproveitam de seus dotes como guerreiro, mas seus planos caem por terra sempre, devido a alguma calamidade causada pela extrema ignorância de Groo.  É comum destruição completa de cidades e vilarejos que teem o azar de receber a visita do errante.  Aliás, no tocante a azar, qualquer ponte por onde Groo passa cai e qualquer barco que ele entra, afunda.  Os mais espertos fogem assim que avistam a chegada do bárbaro, pois a infâmia de desgraçado é grande a ponto de ser lendária.  Em contra ponto ao estereótipo imaginado, este guerreiro em vez de atlético, é gordo, feio, estabanado e glutão extremamente cego por queijo derretido e carne de javali.
Alguns personagens secundários são constantes em suas histórias.  O mago que é um feiticeiro idoso, conselheiro de Groo e que sempre tem o azar de o encontrar por acaso, é visto pelo guerreiro como um grande mentor.  Um bobo de corte que cantarola as introduções das histórias se faz narrador as vezes.  Seu fiel cão Rufferto, que aparenta mais inteligência que o dono, porém ingênuo em segui-lo nas aventuras, também é companheiro de saga e remete a Dom Quixote e Sancho Pança.
O clima aventureiro bucólico de monstros, bruxas, castelos, dragões, piratas e batalhas épicas ganha todo um tom hilário com humor negro que pode gerar surpresas e gargalhadas com as sempre inesperadas situações conseqüentes da infinita estupidez de Groo.
Procure em algum sebo ou compre o que encontrar pela Internet que é diversão garantida.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Morte - O Grande Momento da Vida

Lançado no ano de 1997 pela DC Vertigo, esta mini série quinzenal em três edições, já chegou a sair recentemente em formato encadernado nos comic books luxuosos de capa dura, que agregam várias histórias do universo Sandman e custam mais caro que um membro do corpo.  Bons tempos estes quando as bancas de revistas se entupiam com lançamentos de quadrinhos adultos, fazendo a alegria e esvaziando os bolsos de toda pessoa que gostava de boa HQ.
A história de Neil Gaiman narra o drama de uma cantora rockeira lésbica que, no auge de seu sucesso, vê sua carreira ameaçada com a necessidade de assumir o seu relacionamento gay, e no ápice de sua crise existencial, conhece a sensual irmã de Morpheus.  O clima não é o mais sombrio já expresso pela Morte, mas as características góticas estão lá, como sempre onipresentes nas páginas escritas por Gaiman.
Os desenhos ficaram por conta do inglês Mark Buckingham (amigo pessoal de Gaiman, que além de já ter feito muita coisa para a DC comics, também já fez Homem Aranha e Motoqueiro Fantasma 2099 para a Marvel) é simples, mas preciso com anatomia cirúrgica e fotografia televisiva.  E também por conta do ótimo desenhista americano Chris Bachalo (já desenhou outra série da Morte, várias histórias dos X-Men dentre outros trabalhos da Marvel), que tem um aspecto mais cinematográfico em seus quadrinhos.  As capas evidentemente com a linda arte de Dave McKean que mistura desenho, pintura, fotografia e computação gráfica.  O trabalho de cores ficou para Matt Hollingsworth que não acrescentou nada de especial, deixando o destaque mais para o roteiro em si.
Em suma, Morte – O Grande Momento Da Vida, é uma novela curta que ilustra muito bem o carisma desta personagem sedutora que um dia encantará cada um de nós.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Storm

Desenhado por Don Lawrence e escrito por vários roteiristas, “Storm” foi lançado no Brasil pela Editora Abril no período de setembro de 1989 a dezembro de 1990, em formato grande, 50 páginas cada edição, toda a cores.  E alimentou a vontade daqueles que gostavam de quadrinhos de ficção científica com histórias fantásticas e uma pitada de sensualidade.
Infelizmente a saga não foi publicada aqui por completo e teve uma interrupção, sem motivos aparentes, na revista de número 10, deixando ainda mais 14 exemplares inéditos no Brasil.
Uma das lindas capas de Storm
O roteiro vaga pelo surrealismo nos estilos de Heavy Metal (revista norte americana, já citada aqui, lançada no Brasil e tido como uma das melhores publicações de histórias em quadrinhos do mundo).  Um simples astronauta conhecido como Storm tem a missão de explorar a mancha vermelha de Júpiter.  Sua nave acaba perdendo o controle e cai dentro da gigantesca mancha, fazendo o explorador intergaláctico perder a consciência.  Ao recobrar os sentidos, Storm se encontra num mundo fantástico onde seres estranhos, monstros, reinos, tecnologia desconhecida, espadas e outros elementos fantasiosos abundam.  Sem saber como sair desse universo paralelo em que entrou, Storm se vê preso a ele e passa a lutar pela sobrevivência.  Logo no início de sua jornada alucinante, conhece Carrots, uma linda, sensual e guerreira ruiva que passa a atuar ao lado do terráqueo nas mais diferentes e loucas aventuras.
Aventura, ficção científica e
muita sensualidade nas histórias
O maior destaque, sem dúvidas, vai para a arte de Don Lawrence (Donald Southam Lawrence, nascido em Londres na data de 17 de novembro de 1928 e falecido em 29 de dezembro de 2003, de pneumonia e enfisema pulmonar devido ao grande consumo de cigarro).  Seu estilo é o hiper realismo com pinturas a óleo.  A perfeita colocação das cores, as cenas de movimento intenso e a fotografia digna de filmes bíblicos, fornecem maior veracidade na leitura.  Lembrando também que a anatomia perfeita proporciona grande sensualidade nas personagens fêmeas que sempre aparecem com figurino decotado, empunhando armas e com o suor escorrendo.
Além de uma boa aula de desenho e pintura, Storm também pode servir como incentivo para divagação na leitura de quadrinhos.  Não sei se a saga está disponível pra download, mas marcando presença nos sebos, cedo ou tarde pode se encontrar alguns exemplares.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Becky Cloonan sobre os Quadrinhos




"No momento em que eu parar de amá-los, vou procurar alguma outra coisa para fazer. Quadrinhos são trabalho árduo. Quadrinhos não dão descanso. Quadrinhos vão partir seu coração. Quadrinhos são financeiramente insatisfatórios. Quadrinhos não oferecem muita coisa em termos de fortuna e glória, mas lhe darão total liberdade de contar as histórias que você quer contar, mais do que qualquer outra mídia." - Becky Cloonan, desenhista norte-americana. Trabalho nas séries Demo (independente), East Coster Rising (Tokyopop) e American Virgin (DC/Vertigo).

Fonte: Newsarama. (em inglês)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quadrinheira Especialista em Blues

                 Virgínia Allan é integrante do Clube dos Quadrinheiros de Manaus. Neste vídeo, expõe seus conhecimentos e seu envolvimento com o blues.