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quarta-feira, 9 de março de 2016

5 Mangás Nacionais que Deram Certo

Quando se lê um mangá publicado aqui no Brasil, você se diverte, se emociona, se apaixona e virá fã incondicional do título, criando um respeito mútuo entre leitor e o autor do mangá. E quando se depara com um quadrinho nacional baseado nos japoneses? São poucos artistas nacionais que conseguem deixar sua marca registrada em uma banca e conseguir passar a mesma emoção que se passa quando se lê um mangá.
Resolvemos fazer uma pesquisa pessoal nas nossas lembranças e tentar resgatar os 5 títulos nacionais que mais deixaram marcas dentro das bancas de jornal brasileiras. Lembrando que existem muitos títulos bons nacionais e até publicações que conseguiram superar o exterior, mas hoje estaremos apenas "rankeando" aqueles que venderam mais, dando um bom lucro para as editoras que apostaram nas artes brasileiras, e também no nível e impacto que elas tiveram na nossa sociedade fechada, fã de mangás.


5. Hyper Comix
Na época em que apenas a TV era o meio de comunicação para fãs de animes, e pouco se sabia sobre mangás e otakus, a editora Magnum, encabeçada por Sérgio Peixoto e José Roberto Pereira, trazia a ANIMAX com muita notícia relacionada e foi uma verdadeira Vovó para contar as histórias de animes que viraram cult aqui no Brasil. Os únicos mangás que pairavam por aqui eram scans online em inglês e a edição formato americano de Ranma 1/2 pela editora Animangá. Até que a Magnum teve a idéia de publicar algo como um "fanzine legalizado". Nascia então a Hyper Comix, com histórias desenhadas para adultos, feitas por João Vicente e amigos, levando o nome do "Clube dos Quadrinheiros de Manaus" para as bancas. A revista tinha capas chamativas, com histórias chargeadas de animes famosos na época, como Yu Yu Hakushô, Cavaleiros do Zodíaco, e até arriscavam alguns Tokus. Muita gente comprou a Hyper na época por ser a única forma alternativa de "mangá". Mais tarde, em números adiantes, a Magnum deu espaço para outros fanzineiros da época poderem enviar seus trabalhos para a Hyper, que virou um tipo de Caça-Talentos indiretamente nas bancas. Com certeza foi um marco importante para o quadrinho nacional, mesmo que imoral.

4. Turma da Monica Jovem
Muitos vão me xingar por colocar este título no meio dos "mangás nacionais", mas oque Turma da Monica Jovem conseguiu fazer em pouco tempo, os otakus não conseguiram em tantos anos, que foi fixar eternamente o mercado nacional de quadrinhos, mangás, ou seja lá como queira chamar, no gosto e informação do público. QuandoMaurício de Souza começou os preparativos para Turma da Monica Jovem, queira que o quadrinho fosse voltado ao público que ele perdeu, já que seus leitores antigos cresceram, e não mais lia os seus "Gibis". Foi pesquisar e descobriu que quem lia Gibi, posteriormente lia quadrinhos para jovens, com leituras mais fáceis que os da Marvel, no caso, os Mangás. Em parceria com a Panini Editora (na época já dona do sucesso Naruto),Marcelo Cassaro (redator com grande bagagem em quadrinhos no estilo mangá), e Petra Leão (roteirista e Cosplayer nas horas vagas). Nasceu então Turma da  Mônica Jovem, em agosto de 2008. Não está listado como primeiro lugar nesta lista, por popularidade, mas deveria, já que atualmente contém mais de 60 edições e supera ótimas vendas tanto nas bancas, quanto em assinaturas para escolas e instituições públicas.

3. Combo Rangers
Bom, vou dar meu testemunho perante este Título, produzido por Fábio Yabu. Quando ia para a banca de jornal do centro, para comprar Video Girl Ai, Samurai X, e outros títulos na época, olhava para aquela revista toda digital e achava tão simples quanto uma revista de culinária. Mas o tempo me calou o pensamento, quando Combo Rangers, acho que em seu segundo número, tinha levado vários prêmios no HQMIX. Deixei de julgar livro pela capa e fui conferir. A história que Yabu passa para você é uma lembrança sobre os Tokus antigos, com ligações atuais e histórias totalmente originais. Realmente algo que pode se encontrar facilmente no meio dos mangás do Japão: histórias envolventes com traços bem simples. Os quadrinhos começaram a ser publicados online e depois foram comprados com direitos em 2 editoras de nome, JBC e Panini. Atualmente em 2013 a Editora JBC, madrinha da HQ, trouxe uma edição bem encadernada da série intitulada "Somos Heróis".

2. Zucker
Simplesmente uma arte nacional, que engana qualquer leigo que está começando a ler mangás. A história começou a ser publicada na revista NeoTokyo em 2009 e recebeu muitos elogios perante os leitores. A EditoraNewPop abraçou a idéia e resolveu publicar pra ver oque dava. O resultado foi um quadrinho que se assemelha aos mangás, com traços Shoujos e história bem fácil de entender, podendo até a se comparar como um Kodomo. A responsável pela arte é a Simone Beatriz, que leva junto ao nome Studio Seasons com notoriedade.

1. Holy Avenger
Com roteiro de Marcelo Cassaro e arte de Érica Awano, o quadrinho Holy Avenger passou de "HQ Nacional profissional" para "Mangá Nacional" numa facilidade enorme. História simplesmente chamativa e engraçada aos moldes de mangás medievais. A arte é limpa e bem detalhada, sendo até apreciada muitas vezes por cada página lida. Na época a revista rendeu mais de 50 volumes entre edições especiais e Spin-Offs. Atualmente, aJambô Editora lançou 2 edições encadernadas em versão de "luxo". Se você deseja apreciar o mercado de HQ's nacionais em estilo mangá, comece por Holy Avenger e não vai se arrepender.

Por: Renato Urameshi